sábado, 27 de fevereiro de 2010

Lathmar Holi

Lathmar Holi é um festival de cores comemorado em Barsana, Mathura, no estado de Uttar Pradesh na India.


Mathura é a cidade natal de Krishna e Barsana de Radha.

Nessa ocasiao, os homens da aldeia vizinha Nandgaon, tentavam chegar ao templo de Sri Radhikaji Barasana e estabelecer a sua bandeira. Enquanto tentavam chegar a Barsana cantavam musicas folcloricas porém o caminho era bloqueado pelas mulheres de Barsana então as mulheres tentavam expulsar os homens utilizando bastões de madeira. Os homens que fossem capturados era obrigados a se vestir de mulher e a dançar. Depois de cumprir a punição eram liberados.
O video abaixo é sobre o holi do ano passado.



Diz a lenda que a tradição de passar pós coloridos nos rostos dos outros vem de Krishna e Radha. Krishna tinha muita inveja da cor clara de Radha e para provocar passava pós coloridos na face dela que por sua vez ficava irritada e retribuia passando pós coloridos na face de Krishna.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Texto de uma indiana sobre a derrota


Esse texto eu vi em um blog de uma amiga minha e achei maravilhoso.
Como falei no post anterior sobre o filme 3 Idiots e a abordagem dele sobre educação na India esse texto veio encaixar perfeitamente ao que penso sobre o assunto e espero que esse debate continue e que as pessoas possam refletir sobre as suas vidas e as verdadeiras vitórias que temos na vida.

"Estava lá eu folheando o jornal quando pus os olhos no artigo abaixo. Um artigo que fala sobre a derrota. O tema ‘derrota’ é algo muito delicado aqui na Índia. Porque os indianos são criados para competir. E competir muito – pra ganhar. Como o país é superpopuloso, ser mais ou menos não dá. Você tem que competir bastante, chegando ao seu limite e esgotamento psicológico, para conseguir um bom posicionamento na vida. E por bom posicionamento, entenda-se um bom cargo em uma empresa reconhecida, que irá colaborar com o aumento do seu status perante a sociedade. Porque a sociedade importa muito, e você não pode envergonhar sua família perante ela. E o texto abaixo fala justamente dessas derrotas que sofremos na vida, e eu achei interessante a ligação feita com a mitologia indiana, o que nos revela muito sobre a cultura em questão, seu modus operandi e deixa a questão: como aplicar isso em prática diante de uma realidade tão competitiva /capitalista como a Índia atual?

Você é uma perdedora? Bom pra você.


Por Sudhamahi Regunathan – publicado no jornal The Times of India em 08/02/2010.

O prêmio é a vitória. No que quer que você faça, você tem que ser um vencedor. Seja aprendendo a cantar, a dançar ou apenas jogar. Nós vivemos com medo de perder. Nós temos tanto medo e freqüentemente ouvimos a frase ‘você é uma perdedora’ dita a uma outra pessoa.

Então, o que acontece quando você ‘perde’? Além do fato de que ganhar e perder são termos relativos, não é tão ruim assim perder de vez em quando. Às vezes, ao perder, você pode ganhar mais, especialmente quando você vive em uma sociedade onde você está constantemente em contato com outras pessoas que são expostas a situações diversas. É a pessoa que perde, pode-se dizer, que mantém o curso das coisas. Isso não é uma glorificação aos perdedores, mas uma focalização no desenvolvimento balanceado, ao invés de glorificar a obsessão por ganhar sempre.

Shiva e Parvati estavam jogando dados. Toda vez que Shiva jogava o dado, os torcedores de Parvati se exaltavam de alegria, ao passo que os companheiros de Shiva choravam de angústia. Parvati ganhou e Shiva perdeu. Certa vez, Shiva perdeu até a última peça de roupa que ele usava, para Parvati. ‘Por que você sempre perde?’, perguntavam os torcedores de Shiva. Eles tinham uma fé implícita em sua supremacia. Então como é que ele podia perder toda vez?

Shiva perdia para ganhar. Essa idéia precisa de uma reflexão para se assentar. No início, os dois eram um só, o estático e indiferenciado UM. Quando eles foram separados em dois, o Purusha e a Prakriti, houve a criação, e houve ação. De acordo com a mitologia, Narada, o poeta celestial, foi até Ardhanareeswara – a forma dois em um andrógina de Shiva e Parvati – e disse que ele iria ensinar um jogo interessante que iria acabar com a inércia e adicionar tempero em suas vidas.

Ele ensinou-lhes o jogo de dados. O jogo de Shiva com Parvati trata-se do jogo de Purusha com Prakriti, a inatividade com a atividade. A aposta era um abraço. Se Shiva vencesse, ele abraçaria Parvati. Seria bonito, se não fosse o fato de que, ao abraçar Parvati, eles retornariam ao estado inativo de Ardhanareeswara. Isso significa que todas as atividades chegariam ao fim; e seria o fim do mundo. Então era crucial que Parvati ganhasse, e que Shiva perdesse o jogo para que a atividade continuasse sem cessar. Na vitória de Parvati, a busca pelo divertimento continuaria...Shiva jogaria outra vez e talvez ganhasse e abraçasse Parvati. Mas ao perder o jogo de dados, ele estava ganhando no jogo da vida. E Parvati ganharia novamente e então o ciclo da vida continuaria.

Os seguidores de Shiva, no entanto, só podiam sentir humilhação e derrota. Eles choraram e rogaram que Shiva se desse melhor enquanto toda a comitiva de Parvati gargalhava. Mas o jogo continuou, com perdas e ganhos – o jogo da Criação e da Destruição, infinitamente.

Para manter o curso da atividade, para manter a harmonia e o equilíbrio, nós devemos experimentar tanto a vitória quanto o fracasso. Dessa forma, o jogo cósmico se certificará de que o ciclo continua. Em uma visão mundana, o efeito ‘gangorra’ cria oportunidades para todos. Quando o sucesso e o fracasso são experimentados, nós cultivamos diversas perspectivas, e aprendemos tanto a perder graciosamente como a ganhar com humildade.

Este é o segredo da união feliz. Na forma andrógina também havia união, mas de forma estática. Não parecia haver propósito, nem resultados. Quando eles foram divididos em dois para se tornarem duas entidades distintas, eles puderam deixar suas criações florescerem. E novamente eles se uniriam para apreciar o jogo. E é isso: a alteridade aumentando a união dos seres."

Para ver o post direto do blog da Flávia clique aqui

Se quiser ver o artigo em ingles direto do Times of India clique aqui

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dicas

Gostaria de deixar esse espaço para colocarmos dicas sobre a India.
Dicas sobre comida, turismo, cursos, tudo o que pode acrescentar para alguém que queira ir pra Índia seja a passeio, estudo ou para morar.
Quem tiver alguma pergunta fique a vontade para postar e aqueles que tiverem dicas a dar serão muito bem vindos.
Toda dica é valida.

Vou começar com algumas dicas sobre Delhi.

Lugares a visitar

- Humayun's Tomb
- Qutub Minar
- Red Fort
- Lotus Temple - site - http://www.bahaindia.org/temple/
- Rajghat

Onde comprar

- Sarojini Nagar Market
- Pahar Ganj Market
- Janpath
- Lajpat Nagar
- South extension (marcas conhecidas)
- Khan Market (marcas conhecidas)

Onde comer

- Defency Colony
- Khan Market
- Lodhi Garden Restaurant
- Connaught Place

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Lohri Festival

Lohri é um festival para celebração do fogo e é comemorado todo dia 13 de Janeiro.
Esse festival ocorre principalmente no norte da India com maior intensidade no estado do Punjab.
Nesse dia a Terra começa a se mover em direção ao sol, portanto é o dia em que a Terra está mais longe do sol (vale lembrar que a India fica no hemisfério norte, portanto está no inverno).
O lohri é muito festejado principalmente entre recem casados e entre aqueles que receberam um novo bebe na familia pois ele é considerado um simbolo de fertilidade.
A origem de Lohri está relacionada a história de Dulla Bhati, um verdadeiro Robin Hood indiano. Dulla Bhati era um ladrão mulçumano que viveu noPunjab no período do imperador Akbar. Além de roubar dos ricos ele também resgatava asmulheres que eram levadas a força para serem vendidas como escravas e organizava seus caamentos com moços hindus dando inclusive o dote. Ao invés de bandido ele acabou sendo considerado um herói e até hoje durante lohri crianças cantam musicas contando a históra de Dulla Bhati.
Durante a celebração, as crianças vão de casa em casa cantando músicas e em troca recebem amendoim, açucar cristal, pipoca ou até mesmo dinheiro. Fazem uma fogueira  e dão 3 voltas ao redor do fogo oferecendo pipoca, doces, amendoins. Depois começam asmúsicas e danças ao som do Dhol (tipico tambor utilizado na bangra). Essa celebração simbolizauma oração para Agni (Deus do fogo) para trazer prosperidade e boa colheita.

Pesquisando sobre Lohri pude reparar em muitas semelhanças com a nossa festa junina.
A decoração com bandeirinhas de papel colorido, a fogueira, os doces de amendoim (inclusive pé de moleque). E cada vez mais percebo que o Brasil e a India realmente tem muita coisa em comum.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Melhor Telenovela - Caminho das Índias e o Emmy Internacional




É com imensa alegria que estou hoje aqui escrevendo para celebrarmos essa maravilhosa conquista de toda a equipe de Caminho das Índias.
Essa telenovela maravilhosa de Glória Perez teve na noite de ontem o grande reconhecimento internacional. Caminho das Índias foi eleita a melhor telenovela do mundo.
Não tenho nem palavras pra expressar a minha alegria e meu entusiasmo com essa notícia.
A única coisa que falo é PARABÉNS.

Parabéns a toda a equipe de Caminho das Índias.
Parabéns Glória Perez por mais essa conquista memorável para a televisão brasileira.
Parabéns por levar a cultura indiana para o mundo de uma forma leve fazendo com que todos possam entender e interagir com uma cultura complexa e milenar.

Vocês ARRASARAM!!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Simbolos do hinduismo - Linga


A Linga ou Lingam é um símbolo do Deus Shiva. Em sanscrito a palavra Lingam significa simbolo. A Linga é também conhecida como Shivalingam ou seja, simbolo de Shiva. Ele é o símbolo do que é invisível mas onipresente. Representa a realidade Suprema que está presente entre nós.

Ele é muito adorado e utilizado em cultos e rituais. Acredita-se que no final da criação, durante o grande dilúvio, todas as formas de Deus tem um lugar de repouso na Linga. Bhrama é absorvida pela direita, Vishnu pela esquerda e Gayatri para o coração.
Conta-se que certa vez Vishnu e Bhrama estavam discutindo para ver quem era o maior. Quando os dois brigavam entre si, Shiva apareceu como um pilar de fogo.Entao disse a Bhrama e Vishnu que quem encontrasse o pé ou a cabeça de sua forma em chama seria considerado o maior. Bhrama tomou a forma de um cisne,decidido a ver o topo do fogo. Vishnu tomou a forma de um porco selvagem decidido a ver os pés do fogo. Eles não obtiveram nenhum sucesso apesar de todo o esforço e perceberam o seu grande erro e a grandeza incomparável de Lord Shiva. O Deus que nunca pode ser alcançado pelo ego aparece como forma de amor para aqueles que se rendem a ele. Shiva apareceu na forma de uma Linga, que é a forma da chama.

Shivalinga normalmente é montado em um recipiente circular ou quadrangular chamado Avudaiyar. ESte suporte foi concebido de modo a drenar as aguas durante as cerimonias. A parte superior pode ser de varias formas, cilindricas, elipticas ou ate mesmo forma de guarda-chuva.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Lendas de Karwa Chauth


Hoje dia 7 de outubro é dia de Karwa Chauth. Para quem não acompanhou o blog desde o ano passado, o Karwa Chauth é um jejum que as mulheres fazem para pedir vida longa ao marido. Segue o link referente à explicação do Karwa Chauth.
http://jueboskie.blogspot.com/2008/10/karwa-chauth.html

Ano passado contei da lenda do Karwa Chauth referente ao Mahabharata.
Hoje contarei outras lendas envolvendo esse festival.

A história de Veeravati

Há muito tempo atrás vivia uma linda menina com o nome de Veeravati. Ela era a única irmã de seus sete irmãos e era casada com um rei. No seu primeiro Karwa Chauth, após seu casamento, ela foi até a casa de seus pais. Após o nascer do sol ela começou um rigoroso jejum, porém ela não conseguia suportar os rigores do jejum e esperava ansiosamente a lua subir. Seus irmãos, vendo o sofrimento da irmã resolveram enganá-la e acabar com o jejum dela. Eles refletiram um espelho através das folhas da figueira e fizeram-na acreditar que era a lua e quebrou o jejum. Nesse mesmo momento em que a rainha fazia sua refeição ela recebe a notícia de que seu marido está gravemente doente. Ela correu para o palácio de seu marido e no caminho ela encontra com Shiva e Parvati. Parvati afirma que o rei havia morrido porque ela havia quebrado o jejum ao ver uma lua falsa. Quando a rainha pediu perdão Parvati concedeu o benefício e que o rei reviveria porém ela teria que realizar o jejum do Karwa Chauth corretamente. No ano seguinte, após seguir as riscas o jejum a rainha recuperou seu marido.

A história de Satyavan e Savitri

Quando Lord Yama veio tirar a vida de Satyavan Savitri pediu-lhe para conceder a vida de seu marido de volta quando ele se recusou ela parou de comer e beber até que finalmente Yamraj cedeu e devolveu a vida de Satyavan.

A lenda de Karva

De acordo com essa lenda havia uma mulher chamada Karva e que era muito devota ao seu marido. Certo dia banhando-se, seu marido foi pego por um crocodilo. Karva veio correndo e amarrou o crocodilo com um fio de algodão.  Ela passou então a Yamraj e pediu para que ele enviasse o crocodilo ao inferno. Ao recusar Karva ameaçou amaldiçoar ele. Com medo do poder de uma esposa devota Yamraj aceitou, mandou o crocodilo ao inferno e abençoou o marido de Karva com vida longa.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dandiya Raas


Estamos no início de Navratri e para celebrar um pouco esta data resolvi falar sobre um tipo de dança muito popular durante esse período.
A Dandiya Raas é uma dança típica do Estado de Gujarati, oeste da India.
Ela é feita em honra a Deusa Durga. é a dramatização de uma luta simulada entre Durga e Mahishasura (o poderoso rei-demônio).
Usam-se dois bastãos durante a dança, que representam a espada de Durga. Homens e mulheres dançam normalmente formando dois circulos que giram em sentidos opostos.

Tanto as roupas usadas como os bastões costumam ser muito coloridos fazendo com que o efeito seja ainda mais bonito.


Segue abaixo um vídeo que achei no you tube com uma coreografia muito bonita da dandiya. Acho que vocês vão gostar.





Feliz Navratri!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Último Capítulo


Hoje foi o último capítulo de Caminho das Índias. Uma belíssima obra de Glória Perez com maravilhosa direção de Marcos Schechtman.
Uma obra que deixará muita saudade.

Queria parabenizar a todos os que fizeram parte do elenco e da produção.
Queria parabenizar a Gio e a Bianca pela excelente pesquisa. Meninas, vocês são DEZ! Adorei conhecê-las.
Queria agradecer a Glória pela idéia maravilhosa e pela forma como foi conduzida a história trazendo para os brasileiros um pouco da rica cultura indiana.
Confesso que de início quando fiquei sabendo da idéia de Glória Perez em fazer uma novela retratando a Índia fiquei extremamente preocupada. Fiquei com verdadeiro receio de que a cultura indiana não fosse bem reproduzida visto que é muito contraditória e extremamente complexa.
Para nós, "ocidentais", é difícil entender como um filho abaixa a cabeça para os pais em tudo. Como deixar que os pais arrangem o seu casamento.
É difícil compreender algo totalmente oposto para nós. Uma tradição que muitas vezes nos parece errada, antiga, ultrapassada.
Mas quem somos nós para julgar algo? Como podemos julgar a cultura indiana com os nossos olhos de brasileiros, conhecedores apenas da nossa própria cultura que tem apenas 500 anos.
Digo sempre que não devemos julgá-los e sim tentar entendê-los, tentar enxergar a cultura indiana com os olhos de um indiano. E isso a Glória conseguiu. E mais, ela conseguiu fazer com que cada telespectador entrasse na alma indiana. Sentisse a cultura mesmo estando tão longe, sem nem mesmo terem ido a Índia.

Mais uma vez Glória, PARABÉNS!!!!!!
Esse sucesso é muito mais que merecido.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Símbolos da Índia

Vou colocar para vocês aqui quais são os símbolos nacionais da Índia. Lembrando que não são símbolos do hinduismo. São símbolos da nação indiana.

De ínicio temos a Bandeira Nacional Indiana.
Essa bandeira foi adotada em 22 de Julho de 1947.
Ela é um tricolor horizontal com laranja (Kesaria) no topo, branco no meio e verde escuro na parte de baixo.
No centro da listra branca há uma roda em azul marinho representando o Chakra. Esta roda tem 24raios.
O laranja da bandera significa sacrifício, coragem e espírito de renúncia. O branco, a pureza e a verdade e o verde a fé e fertilidade.

Este é o emblema do Estado Indiano. Este emblema foi adotado em26 de Janeiro de 1950 e é uma adaptação do Sarnath Lion Capital of Ashoka.
Ele possue três leões visíveis. A roda abaixo dos leões é em auto relevo no centro do ábaco com o desenho de um touro a direita e um cavalo a esquerda. As palavras "Satyameva Jayate " são escritas abaixo em devanagari e significa "Sozinha, a verdade triunfa".


Animal Nacional - Tigre




Ave Nacional - Pavão





Flor Nacional - Lótus




Árvore Nacional - Fiqueira




Fruta Nacional - Manga
Rio Nacional - Ganges
Jogo Nacional - Hóckey
Canção Nacional - Vande Mataram
Hino Nacional - Jana Gana Mana.